segunda-feira, 29 de abril de 2013


Eu queria escrever uma história sobre uma menina que vivia sonhando e sonhando cada vez mais alto. Ela andava na calçada ziguezagueando, por esquecer-se de andar reto enquanto a cabeça estava nas nuvens, mas abruptamente parava, fazia cara de espanto e dizia: "quase pisei em uma formiga!". Ela tinha uns papos estranhos, sabe. Vivia dizendo que queria entender a pessoas, só assim poderia salvar o mundo. Ela tinha uns hobbies, como colecionar pedras em caixa de sapato, ou palitos de fósforos riscados embaixo da cama. Mas o passatempo preferido dela, que as vezes se tornava uma ligeira preocupação, era escrever sobre o que ela pensava em tudo quando era pedaço de papel. A intenção era guardar tudo, para que no futuro ela lesse e jamais se esquecesse de quem era. Vai que ela batia com a cabeça e perdia a memória. Vai que ela mudava de ideia, e a ideia anterior era melhor. Vai que ela esquecia de alguma promessa. Hoje eu penso: vai que o meu eu não se perdeu em uma dessas páginas do passado? Prometeu a si mesma nunca chamar as coisas que fazia de "coisas de criança". Por que negligenciar sentimentos tão sinceros com uma frase assim, não é?? Eu não os negligencio, sempre temos a razão quando somos crianças. E infelizmente elas crescem, e essa também cresceu. Por sorte, mesmo depois de grande ela ainda sonha e continua querendo escrever uma história...

Um comentário:

Já estou ansiosa para ler seu comentário, mesmo antes de você ter terminado! :D