terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Frango com ameixas.

No inicio do ano passado eu tive a feliz oportunidade de ler devorar Persépolis, uma autobiografia da quadrinista iraniana Marjane Satrapi, que se passa durante e depois da revolução islâmica. Eu me amarrei na história, me senti teletransportada no tempo para a época da Guerra Irã-Iraque e passei a sofrer tudo com Marjane, a perda do tio, a crise de identidade e tudo o mais. Ela é uma pessoa incrível (inteligente, irreverente, engraçada e talentosa) e seu trabalho é incrível também. Eu ultra recomendo Persépolis, mas não vim aqui para falar dele, e sim de um outro livro dela, Frango com ameixas.



Eu li o livro em coisa de uma hora. Não é grande, mas é intenso. A história é melancólica, mas também bem humorada. Marjane conta a história de um tio-avô (Nasser Ali Khan) que foi um grande musico, mas que por vários motivos se sente incompleto e decide morrer. O livro narra seus últimos 8 dias fazendo uma viagem por suas memórias e principais acontecimentos, fazendo um apanhado geral de sua vida, de seus amores, desejos, sua personalidade, etc. O livro fala sobre política, filosofia, liberdade artística e relações afetivas. Eu achei incrivelmente emocionante por se tratar de uma história real, além de ser uma busca despropositada e natural no desvendar dos segredos da alma humana, da vida e do destino. É uma obra completa que me remeteu a várias reflexões. Eu li o livro ontem e estou em estado de graça até agora. Se eu fosse você, iria a livraria agora comprar este livro, dik.


Na foto, minha querids Marjane Satrapi.