sábado, 17 de dezembro de 2011

Preciso

Preciso ir. Não faça esta cara triste, nós já conversamos sobre isso, não posso ficar. Não diga assim meu nome entre sussurros, não posso, realmente não posso... não, não se despeça de mim assim com estes beijos... não tire o meu casaco, está frio lá fora. Não, não se incomode... óh céus, não pegue na minha cintura deste jeito que eu me arrepio... Se formos nos sentar naquela rede me esquecerei do tempo, já é tarde. Esquecer? Não, não posso me esquecer. Não brinque com o meu cabelo assim se não sabe fazer tranças, olha, estou arrepiando de novo! Eu lhe suplico, não faça isso, não me dê atenção, deixe-me ir... como consegue isso?? Eu lhe suplico... não, não use estes argumentos tão... isso é covardia... sim, sim, o seu desejo é o meu, eu fico.




4 comentários:

  1. adorei o texto. Ficou bem escrito e sinestésico.
    A maneira que o eu lírico suplica... ai, a maneira... Arrasou, amiga.
    Beijinhos :*

    http://tamodado.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. sim sim, te amando. não sei onde posso mais conversar com você sem parecer um louco apaixonado.

    ResponderExcluir
  3. Ao terminar de ler seu texto, tive a impressão de que toda cena se passou em segundos. E o mais genial de tudo é que a forma como você fez o desenvolver do pensamento da personagem foi lento, mesmo inserido numa cena rápida. Sabe, foi como um daqueles momentos que fazem milhares de pensamentos passarem por sua mente em poucos segundos.

    Enfim, excelente texto, gostei! :)

    ResponderExcluir
  4. Uau... Senti cada segundo das letras, toda essa sensação!! muito bom!! Parabéns!!!

    ResponderExcluir

Já estou ansiosa para ler seu comentário, mesmo antes de você ter terminado! :D