sexta-feira, 22 de julho de 2011

Diálogo.

Lá estavam eles, naquele fim de tarde lanchando juntos. Quem diria! Juntos! Sem perda de tempo com o cenário, vamos direto ao diálogo, que era mais ou menos assim: por que não comes carne mesmo? Indagou ele. Não acho decente aproveitar-se do infortúnio da vida alheia para se manter vivo. Respondeu honestamente ela. Ora essa, mas a vida é assim, uns precisam morrer para que outros continuem vivos. É a lei da natureza, a lei dos mais fortes. Encheu os pulmões para falar desta lei. Pobre coitado. Ela não parecia atenta até tornar a respondê-lo novamente. Não, a vida não é assim, a vida é aquilo o que fazemos dela.




domingo, 10 de julho de 2011

A você.

Eu quero conhecer as ruas, conhecer as pessoas, conhecer a noite. Eu quero um sorriso pleno com uma mesa de café da manhã. Eu quero ganhar um bom livro, quero perder tempo folheando revistas. Eu quero andar por onde o vento me levar sem me preocupar com o relógio em seu bolso. Eu quero sentir e ser sentida. Eu quero sair debaixo de sua sombra e abraçar a vida e correr com ela. Eu quero a brisa na minha face, o sol na minha pele e a liberdade no meu coração. Eu quero viver.