domingo, 20 de fevereiro de 2011

O mesmo assunto.

Hoje estava lendo o Correio Braziliense e encontrei uma reportagem que faz intertextualidade com o texto que escrevi recentemente e resolvir postar trechos dela aqui. Preparados? Pois então lá vai:

Revolta Árabe
A revolução é jovem

O mundo assistiu quando jovens árabes resolveram sair às ruas em busca de mudança. Cansados de esperar, eles levantaram os braços para pedir um país mais justo - primeiro na Tunísia, depois no Egito e agora em vários países do Oriente Médio. Não havia razões ideológicas ou religiosas para que eles estivessem ali, apenas o desejo de um futuro melhor. A onda de protestos em busca de um governo mais democrático começou em dezembro e tomou ares de uma revolução. Já derrubou o ditador tunisiano, Zine El-Abidine Ben Ali, e o egípcio, Hosni Mubarak. Agora o movimento se propaga com a velocidade da internet, que se tornou uma arma pacífica nas mãos dos manifestantes. [...]

Entre milhares de egípcios que obrigaram Mubarak a sair, depois de três décadas no poder, estava Ahmad Talaat. No auge dos seus 20 e poucos anos, ele foi à praça Tahrir na esperança de ter sua voz ouvida. "Queria, como todos que estavam ao meu lado, uma revolução contra a corrupção e a injustiça, a favor da liberdade, da dignidade, do pão e de mais emprego" [...]

"A revolução pode mudar qualquer coisa e, agora, nós acreditamos nisso. A população sucumbiu durante anos ao fator do medo, pregado pelo governo, e os jovens conseguiram derrubar e mudar isso" (Tarek Gharbi, 25 anos).

"A única mensagem que podemos ter certeza de que será ouvida pelos líderes árabes, novos ou velhos, é que eles não podem ignorar mais a força dos jovens.[...]" (Aliya Naim)

Para os jovens egípcios, o futuro já começou. "A sensação é de que as pessoas mudaram de atitude da noite para o dia. Uma mudança radical, que só pode ser explicada como um milagre. O povo protege, sem ajuda do governo de transição, as propriedades públicas. As pessoas limpam as ruas e cuidam do trânsito. Isso sim é mobilidade social: aqui, a energia positiva não tem limites, estamos em busca da liberdade e da paz. É o nascimento de um novo Egito, que será um dos maiores países do mundo", afirma o jovem manifestante Ahmad Talaat.
   
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Esses aqui foram só aguns trechos, vale a pena comprar o jornal e ler toda a reportagem.
Para quem não conhece o texto que escrevi sobre esse assunto e ficou curioso, ele está aqui, é só clicar para conferir.

3 comentários:

  1. Talvez a dificuldade maior não seja derrubar governantes, mas essa: quando todos os governantes forem depostos, quais pessoas assumirão no lugar deles? Será que a mesma situação de antes não se repetirá? Primeiro é preciso uma reforma ética na população, pois é desta última que os novos governantes surgirão.

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  2. Concordo com o Gabriel. Mas de qualquer forma, não dá pra ficar quieto enquanto a corrupção toma de conta.
    A ação imediata era o que pedia o Egito. Talvez seja do que o Brasil precise também.
    Ao menos a ficha limpa está aí. Um primeiro grande passo foi dado. Mas ninguém sabe como será o futuro.
    Beijinhos, Barbosa :*

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  3. A ação surgiu no Egito porque o povo tomou consciência da situação. Ao meu ver, quando for feita a reforma ética falada pelo Gabriel, a reação do povo será uma consequência.
    ;)

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