terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vamos criticar.

Embora eu não seja muito boa em fazer criticas, hoje eu vou tentar.

Quero criticar o nosso jeito de ver a felicidade. Pois bem, nascemos e crescemos ouvindo que devemos ter uma boa profissão para ganhar muito dinheiro e poder fazer o que quisermos com isso. Quando somos jovens apenas sonhamos com todas as viagens que vamos fazer, com o dinheiro que vamos ganhar, com a casa que vamos construir, com todas as roupas que vamos comprar, com todas as comidas caras de vamos consumir, etc. Com exceção de alguns jovens (bom, eles devem existir), todos queremos nos tornar bons profissionais para ganharmos bem e manter um bom padrão de vida, o que no caso deveria nos gerar felicidade. Quando somos adultos estamos correndo sempre atrás de dinheiro, sempre querendo mais, sempre almejando status, reconhecimento, posições e privilégios. Quanto mais trabalham para terem uma vida boa, tranquila e sem passar por necessidades mais perdem isso. Por que se dedicar a essas coisas temporais e mundanas que pertencem apenas a esse planeta e daqui nunca sairão?

"Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo
Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada
Esquece que caixão não tem gaveta
E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada"
(Panorama - Forfun)


O mundo nos cria, ele nos acolhe, ele nos educa mas depois ele vai exigir a sua contribuição em retorno. Não só a contribuição com um trabalho honesto com seu papel definido na sociedade mas também quer a sua contribuição para o progresso. O progresso é fruto da revolta, fruto da inquietude, fruto da verdade, fruto das boas intenções. Foi preciso que um homem morresse na fogueira para defender o heliocentrismo, que para nós hoje é uma verdade. Apenas um homem contra o poder ideológico da época. Alguém que ao contrário dos demais não se satisfez por acreditar em verdades pré-meditadas. Participar do progresso significa pensar em um bem maior. Quem está preocupado com o próprio umbigo passa longe do progresso.

Eu fico me perguntando se alguém já parou para pensar que ser feliz talvez seja, meramente, se sentir útil. Se sentir parte de um todo que evolui constantemente. Fazer algo por alguém que seja bom de fato. Deixar marcas positivas no mundo. Diga-me, como posso cuidar de um todo se não me sinto parte dele? Como posso cuidar da minha família se não a vejo a muito tempo? Em uma família que está dividida na própria casa, um na televisão, outro no computador, o pai não para de trabalhar, a mãe só aparece à noite, um jamais vai conseguir cuidar do outro. Como posso cuidar da minha comunidade se eu nem falo com os meus vizinhos? Como posso cuidar da política do meu país se estou ocupada demais dizendo que lá só tem ladrão por isso sou omissa? Como posso cuidar da minha empresa se não suporto aquele lugar nem o trabalho que faço pois acredito que enquanto for subordinado não serei feliz? Como posso cuidar da minha cidade ou do meu país se estou preocupado demais com os problemas de saúde que o estresse me causou? Será que ninguém parou pra pensar que tem alguma coisa errada com a sociedade que vivemos? Será que se isso aconteceu em algum momento esse alguém se limitou a não fazer nada a esse respeito? Pois bem, eu não sou assim. Eu quero fazer parte do progresso. Quando eu chegar ao final da minha vida eu quero escutar: "hoje sou feliz e vivo melhor graças a você que fez algo a respeito..."

Nos preocupemos com a ciência, com a política, com a mídia, com a nossa família, com o nosso colégio, com o shopping da nossa cidade, com o esgoto da nossa cidade, com as guerras do nosso mundo. Nos perguntemos se está tudo certo mesmo. Quem foi que disse que vivemos na melhor das épocas? Quem foi que disse que as tecnologias trariam a felicidade? Cadê o desenvolvimento sustentável que eu tanto escuto mas não vejo em lugar algum? Não sejamos tolos, participemos do progresso, busquemos a verdade e as melhorias, não necessariamente para o mundo mas pelo menos para aqueles que nos cercam. Hoje vi uma frase em um blog assim: "Eu posso não ser nada nesse mundo, mas posso ser um mundo para alguém!" Tenhamos o papel principal, seja na história do mundo ou na história de alguém. Sejamos felizes de verdade!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tá Modado: 60's

Tá Modado: 60's: "No post de hoje, minhas fotos fazem uma alusão aos anos 60 com o tubinho de bolinhas e o cardigã, em uma ideia de como adptar aos dias de ..."