terça-feira, 29 de junho de 2010

Victor Hugo arraaaasa *-*

Alguns instantes depois, Marius apareceu. Acabava de voltar. Antes mesmo de ter transposto a soleira da porta, avistou o avô com um de seus cartões na mão; ao vê-lo, o avô exclamou com seu ar de superioridade burguesa e de escárnio, que era algo de esmagador:
- Ora! Ora! Ora! Então você é barão. Dou-lhe meus cumprimentos. o que quer dizer isso?
Marius corou um pouco e disse:
- Quer dizer que sou filho de meu pai.
O senhor Gillenormand interrompeu seu riso e disse com dureza:
- Seu pai sou eu!
- Meu pai – replicou Marius com olhos baixos e ar severo – era um homem humilde e heróico, que serviu gloriosamente a República e a França, que foi grande dentro da maior história que os homens já fizeram, que viveu um quarto de século nos acampamentos, de dia exposto à metralha e às balas, de noite debaixo de neve, de lama, de chuva, que tomou duas bandeiras, que foi ferido vinte vezes, que morreu no esquecimento e no abandono, e que só teve um defeito, amar demais dois ingratos: a pátria e a mim.
[...]
Trecho do livro Os Miseráveis de Victor Hugo.

Victor Hugo arraaaasa *-*

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