sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Amor é Filme

Compositor(es): Lirinha

O amor é filme..
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica

um belo dia a gente acorda e hummmm...
o filme passou por a gente
e parece que já se anunciou o episódio dois

é quando a gente sente o amor se aboletar na gente
tudo acabou bem, agora é o que vem depois

o amor é filme
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira,
comedia romântica

é quando as emoções viram luz
e sombras e sons, movimentos
e o mundo todo vira nós dois, dois corações bandidos

enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
o zoom-in dá ré e sobem os créditos..

O amor é filme e Deus espectador!

"- A gente devia ser como o pessoal do filme, poder cortar as partes chatas da vida, poder evitar os acontecimentos!
Num é?!?!"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Caro Papai Noel,


Sei lá porque estou escrevendo, daqui a 4 dias faço 16 anos, logo acho que estou bem grandinha para me prestar a esse papel, mas mesmo assim não perdi as esperanças.
Vai chegando essa época do ano e a gente lembra que daqui a mais ou menos um mês Jesus nasce novamente e aí vai ser natal. Nossos corações se enchem de esperanças, de bons sentimentos (ou não) quando nos lembramos disso, até porquê a mídia não nos deixa esquecer do natal, na sessão da tarde já começaram a passar aqueles filmes natalinos que todos os anos se repetem, as lojas investem em propagandas porquê é uma das épocas em que o comércio mais lucra, mas enfim...
Eu sei, querido Papai Noel, que o senhor é responsável pela felicidade material das crianças, quer apenas dar presentes. Eu não sou criança nem quero a boneca da Barbie, mas gostaria de fazer alguns pedidos se é que ainda dá tempo.
Como o senhor pode ver esse ano eu me alimentei super bem e fiz mais da metade dos deveres de casa, minha nota em biologia subiu consideravelmente!! Sei que ultimamente não tenho sido muito obediente com meus pais mas já, já eu peço desculpas.
Mas enfim, chega de embromar. Sabe, Papai Noel, nesses últimos dias eu tenho notado como o mundo real é difícil e chato. Tem tanta gente diferente convive com a gente! Sabe, gente de todo tipo, que pensa diferente, se veste diferente, que tem costumes diferentes, fala diferente, gente de outras religiões, de outros colégios, de outras cidades, de outros paises, de diferentes classes sociais, gente que nem gosta de frequentar os mesmo lugares vivendo juntas! eu não sei se o senhor sabe como é isso porque imagino que aí no Pólo Norte não deve ter muita gente além dos duendes que te ajudam a "fazer" os brinquedos, mas eu explico. Toda essa gente, senhor Noel, essa gente diferente que existe é obrigada a conviver toda junta às vezes sem se gostar, sabe? Todos os dias no trabalho ou no colégio os mesmos rostos.
Por esses e outros motivos gostaria de pedir um quite de sobrevivência para viver em sociedade, ou uma enciclopédia explicando como cada ser humano se comporta, ou quem sabe um dicionário de civilizações. O senhor tem mais opções.. deve haver também um tutorial de convívio mútuo, ou um manual de como lidar com patricinhas no colégio, ou com professores chatos de matemática sem perder a paciência!! Pode ser também um CD de aprenda dormindo a ser um cidadão correto e agradável, ou como lidar com fechadas no transito. Seria divertido ter um jogo de play 3 que ensinasse a você a respeitar quem nem sempre te respeita, se não for pedir muito.
Se o senhor for parar para pensar, Papai Noel, não sou a única que se encontra nessa situação, muitas e muitas pessoas que talvez nem sejam crianças gostariam de ganhar um presente assim. Não fique com peso na consciência de estar dando um presente de natal a um adulto, lembre que ele já foi criança um dia e que não pediu pra crescer.
Encerro aqui meus pedidos, de coração desejo um árduo e feliz natal.

Beijos de uma criança um pouco crescida, Nanda severo (:

domingo, 22 de novembro de 2009

Um pulo por um sonho.




Sinta - se agora como uma criança que foi presa em casa, corre para a cozinha e encontra a porta do quintal fechada, onde se encontra a sua mais linda boneca. Procura a mãe, a porta do quarto está fechada. Senta, chora, se econtra só, lenvanta, seca as lagrimas e pensa. Olha fixamente para a janela alta da sala. Corre pega um banco e sobe, ainda é alto. Corre para o quarto e pega uma caixa de brinquedos, coloca em cima do banco, depois uma almofada, depois outra. Agora já alcança a janela com os bracinhos curtinhos, com muito esforço e alguns pulinhos está sentada na janela a tormar uma decisão. Do outro lado não há banco nem almofadas que amorteça a queda, mas há uma boneca e um sonho. O que você escolheria?

domingo, 8 de novembro de 2009

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a sempre copiar o dever de casa do colega e nunca a fazê-lo e quando fazemos sempre de qualquer jeito, escrevendo qualquer receita de bolo.
A gente se acostuma a sempre pagar os lanches caros da cantina mesmo não tendo sabor.
A gente se acostuma a perder tempo esperando um ônibus achando que a vida é assim.
A gente se acostuma a chegar tarde do colégio ou do cursinho e nem olhar para as estrelas e ir direto para os afazeres chatos da rotina.
A gente se acostuma a passar horas sentado na frente de um computador com mil funções estressantes e esquece que pode ser mais agradável apenas ler um livro.
A gente se acostuma a estar sempre obedecendo a moda e sempre comprando sapatos novos, celular novo, roupa nova, sempre se preocupando em ter cada vez mais e mais, assim esquecendo-se que o importante é ser, o ter seria uma conseqüência.
A gente se acostuma a ir numa festa e dançar com sapatos desconfortáveis, e quando não, nos acostumamos a chegar de pé sujo em casa.
A gente se acostuma a beijar bocas desconhecidas e a não se importar com isso.
A gente se acostuma a não amar intensamente por medo de não ser correspondido.
A gente se acostuma a se conformar e a não lutar pelos sonhos mais difíceis.
A gente se acostuma a esquecer rápido e a não ficar perguntando o por quê das coisas.
A gente se acostuma a sorrisos não correspondidos.
A gente se acostuma a esquecer que o porteiro existe.
A gente se acostuma a escutar sempre a mesma musica chata na rádio incontáveis vezes.
A gente se acostuma a esperar nosso time jogar contra o flamengo para poder ver o jogo na Globo.
A gente se acostuma a falta de elogios e esquece as palavras mágicas.
A gente se acostuma a deitar na cama e sentir dor nas costas de ficar carregando livros pesados na mochila.
A gente se acostuma com o mal humor, com o não e com a decepção.
A gente se acostuma a desesperança e acha normal ser infeliz.

Essa era uma proposta de produção de texto que tinha no meu livro de gramática, achei que ficou legal, resolvi postar. ^^' Espero que o faça refletir. Beijos (: